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Blog dedicado ao personagem criado em 1961 por Sergio Bonelli (sob o apelido de Guido Nolitta) e Gallieno Ferri. Bonelli nasceu em 2 de dezembro de 1932, em Milão, e faleceu em 26 de setembro de 2011, em Monza, aos 78 anos. Ferri nasceu em 21 de março de 1929, em Gênova, e faleceu no mesmo lugar, em 2 de abril de 2016, aos 87 anos. Acompanhe mensalmente as incríveis aventuras de Zagor e Chico, nas revistas Zagor e Zagor Especial, publicadas pela Mythos Editora.
domingo, 30 de novembro de 2008
Zagor Especial 19
Zagor Especial 19 - CINCO HISTÓRIAS INÉDITAS E COMPLETAS
Texto: NOLITTA * Desenhos: FERRI
No trajeto de uma viagem de retorno a Darkwood, Zagor e Chico vivem cinco aventuras curtas nas quais se entrelaçam momentos cômicos e dramáticos. Nossos heróis se vêem em meio a assaltantes, índios enfurecidos e tráfico de armas, para depois acompanhar uma investigação policial no mundo do circo e encontrar um estranho vagabundo.
A HQ de abertura, que vai da página 5 até a 99, foi publicada originalmente em 1964 e tem uma estrutura incomum: ela é composta por três pequenas histórias independentes, ligadas entre si pelo fio condutor da volta para casa de Zagor e Chico.
Nossos leitores verão a primeira aparição de personagens como Baby Sullivan e Smiling Joe, que depois retornaram em outras aventuras do Senhor de Darkwood.
Cinco histórias completas e inéditas que com certeza irão deliciar os zagorianos.
Revista publicada em 12 de dezembro de 2008.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Tutto Zagor Raccolta 18
Esta edição apresenta as histórias I Ricattatori e Solo contro tutti, publicadas anteriormente nos números 35 e 36 de Tutto Zagor.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
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A partir de hoje, o Blog do Zagor passa a disponibilizar a ferramenta para inscrição do e-mail do internauta no Blog. Basta que o interessado insira seu e-mail na caixa que está mais acima e siga as orientações do Google.
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
Zagor em resina: FIGURA PRONTA NO QG DO BONELLIHQ!
Hoje finalmente o Blog do Zagor recebeu a sua figura em resina do Espírito da Machadinha. Vejam como o serviço ficou perfeito.
Zagor Extra 55 - Combate às Cegas
Roteiro e argumento: Marcello Toninelli/Ade Capone
Desenhos: Franco Donatelli/Marco Torricelli
Capa: Gallieno Ferri
Zagor e Cico encontram o Doutor Milagre e devem ajudá-lo a fugir dos ferozes índios Adirondack, que estão convencidos que o elixir do charlatão os deixa imortais, e de seus aliados brancos. Zagor está cego, mas seu instinto e seu ouvido extremamente sensível o tornam um osso duro para qualquer criminoso!
Revista publicada em setembro de 2008.
domingo, 23 de novembro de 2008
OFF TOPIC: Afinal, que site é esse? - Parte 2
Em 10/10/08, o Blog do Zagor publicou uma matéria sobre o site da Mythos e suas constantes desatualizações. Alguns dias, a Editora inovou, colocando no ar um novo site, supostamente melhor que o anterior.
Inicialmente, foi verificada uma mudança significativa: agora, é possível comprar as revistas diretamente pelo site. Antes, para que essa compra fosse possível, o internauta tinha de enviar e-mail para numerosatrasados@mythoseditora.com.br.
Infelizmente, quanto à parte positiva, a mudança restringiu-se a isso, pois nada mais foi acrescentado ao site já existente. Ao contrário, o resto ficou ainda pior do que já estava, se é que isso é possível.
Antes, ao acessar-se o site, o internauta ainda podia consultar todas as revistas que a Editora tinha publicado desde 2002, o que incluía um resumo da edição. Agora, nem mesmo as edições do mês trazem qualquer referência sobre o seu conteúdo.
Antes, as revistas eram agrupadas pelo mês de seu lançamento, o que facilitava a busca. Agora, elas estão no site aleatoriamente, sem qualquer planejamento de onde devem ser alocadas.
Tome-se como exemplo a revista Tex Edição Gigante 22, que acabou de ir para as bancas. Se o interessado clicar em "saiba mais", para que possa obter detalhes da edição, ele é direcionado para uma página que nã tem qualquer informação, que não seja o preço. Não é possível saber o nome do roteirista, do desenhista, quantas páginas tem a publicação.
O site ficou umas duas semanas fora do ar e conseguiu a proeza de voltar ainda pior do que estava. Será possível que a Editora não possa pagar o que é devido para que alguém que realmente entenda do assunto? Será que é impossível fazer algo que seja útil aos leitores?
Nem é preciso pensar muito em um site funcional. Basta que a Editora acesse o site da SBE e verifique como ele é feito: possui todas as capas das revistas, com um resumo da história em cada uma delas. Possui um sistema de vendas on-line. As revistas são agrupadas em dois blocos: as referentes ao mês em curso e aquelas que serão lançadas no mês seguinte.
Custa à Mythos fazer algo semelhante aqui?
domingo, 16 de novembro de 2008
Zagor: La Strega
Recentemente, saiu na Itália um gibizinho com meras 10 páginas do nosso Espírito da Machadinha. Com textos de Moreno Burattini, desenhos de Marco Verni e capa de Gallieno Ferri, vale a pena conferir a história. O gibi é facilmente encontrado no Ebay.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Boneco croata de Zagor
No forum ZA-GOR TE-NAY, um dos participantes divulgou um bonequinho do Zagor, que ele comprou de um artesão croata. Confiram as imagens:
sábado, 8 de novembro de 2008
Portal TexBR divulga projeto da estátua do Zagor
Nos dias 04 e 05 de novembro, o Portal TexBR trouxe em sua primeira página uma nota sobre a figura de resina do Espírito da Machadinha.
Confiram abaixo como ficou.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Zagor 520 - O Senhor das Trevas
Zagor n. 520 - mensal - Il Signore delle tenebre
Roteiro e argumento: Ade Capone
Desenhos e capa: Gallieno Ferri
Stephan, sacerdote do obscuro culto ao demônio Haggoth, voltou ao mundo dos vivos com um novo corpo, pertencente a um bandido, para o qual transferiu seu espírito. O bruxo reúne seus asseclas em uma velha fortaleza inglesa abandonada, construída em um penhasco às margens da costa atlântica. Para lá, são conduzidos, como prisioneiros, Chico e Nuan-Teh, um jovem feiticeiro pele-vermelha, aliado de Zagor. O Espírito da Machadinha, que conseguiu fugir de seu cativeiro, chega à fortaleza, para deter o malévolo ser.
Revista publicada em 05/11/2008, na Itália.
domingo, 2 de novembro de 2008
Zagor em resina: duas novas fotos
A estátua do Zagor, encomendada por um grupo de zagorianos fanáticos, está ficando pronta. O Blog do Zagor apresenta mais duas fotos desse estupendo trabalho artesanal.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Frank vai para Darkwood
FRANK VAI PARA DARKWOOD,
por Moreno Burattini.
por Moreno Burattini.
Franco Donatelli foi sepultado na floresta de Darkwood. Para quem leu e amou por anos e anos suas histórias de Zagor, era lá que ele vivia, entre os índios pitorescos, que era bravíssimo em caracterizar, e as cidadezinhas de fronteira cheias de personagens vívidos e críveis, embora delineados com poucas linhas, as essenciais.
E porque Darkwood é um reino encantado por mil faces, onde tudo pode acontecer e cada possível cenário da aventura é sempre à disposição, a sua floresta era diversa daquela de Ferri, que a havia criado.
Aguacenta, cheia de cipós e de vegetação intrincada, aquela do desenhista ligure; mais seca e rochosa, e com menos árvores, pronta a transformar-se em montanha e deserto aquela de Donatelli. Do mesmo modo, diversa era a sua interpretação de Zagor e era singularmente diversa.
Sim, porque enquanto o problema de todos os desenhistas que foram experimentados e experimentam a atlética e dinâmica figura do Espírito com a Machadinha é que tiveram de acertar as contas com o traço impressionista ferriano, feito de pinceladas rápidas e eficazes, procurando adequar-se a essa impostação, Donatelli encontrou, ao contrário e de imediato, uma sua estrada pessoal.
Há uma anedota a propósito e Mauro Laurenti, desenhista zagoriano entre os mais apreciados, mas que há alguns anos está ativo no campo dos desenhos animados, a conta: encarregado, junto com um staff de animadores, de realizar um filme piloto para uma série de cartoon tendo Zagor como protagonista (do qual foram realizados apenas poucos segundos e que nunca foram mostrados), Laurenti e quem trabalhava com ele se encontraram diante do problema de representar o Espírito com a Machadinha de uma única forma.
Ou seja, delinear os traços do seu rosto e de seu corpo em uma linha contínua, para que depois a animação pudesse coordenar os movimentos, mas que não podia ser acertada com pinceladas improvisadas, moduladas, marcas impressionistas de negro e branco; e sobretudo não pode ocorrer nos desenhos animados que um rosto não tenha proporções constantes e ele deve ser construído segundo esquemas precisos que consintam a rotação desse filme. Em suma: não se podia ter Ferri como referência.
Esse grande “fumettista” é dotado de uma técnica que não pode por certo ser considerada como “linha clara”. Laurenti e companhia não perderam o ânimo: havia um outro desenhista zagoriano que poderia oferecer a eles aquilo de que necessitavam: Franco Donatelli. O seu Zagor estava ali, pronto para servir de modelo, limpo e bem definido, com o rosto delineado por linhas guias constantes e essenciais. E era um Zagor clássico, importante, “oficial” para todos os efeitos, não improvisado, reconstruído ou desvirtuado.
Donatelli caracterizou à sua maneira Zagor, Chico e os outros companheiros-chave da série e embora sua mão fosse sempre e de qualquer modo reconhecível, não traiu nunca o espírito dos personagens criados por outros. Sabia pôr-se ao serviço do herói e das histórias talvez justamente porque fora o primeiro, em absoluto, a trabalhar para a recém-nascida Editora “Audace”, de Gianluigi e Tea Bonelli, em 1940. Muito jovem, fora chamado para ser fac-totum[1] na redação. Embora depois, no curso de sua longa carreira, Donatelli tenha trabalhado para outras editoras, seus relacionamentos com a família Bonelli não se interromperam nunca e, pelo contrário, em um certo momento, tornaram-se exclusivos.
Donatelli caracterizou à sua maneira Zagor, Chico e os outros companheiros-chave da série e embora sua mão fosse sempre e de qualquer modo reconhecível, não traiu nunca o espírito dos personagens criados por outros. Sabia pôr-se ao serviço do herói e das histórias talvez justamente porque fora o primeiro, em absoluto, a trabalhar para a recém-nascida Editora “Audace”, de Gianluigi e Tea Bonelli, em 1940. Muito jovem, fora chamado para ser fac-totum[1] na redação. Embora depois, no curso de sua longa carreira, Donatelli tenha trabalhado para outras editoras, seus relacionamentos com a família Bonelli não se interromperam nunca e, pelo contrário, em um certo momento, tornaram-se exclusivos.
Depois de ter começado na Audace com desenhos de “Furio Almirante”, imediatamente depois da Guerra, trabalhou para a Universo, para a Nerbini, para a Alpe. Em 1948, voltou para as Edições Audace, para desenhar vários episódios da “Patrulha dos Sem Medo”, mas depois publicou também “Sitting Bull” para a Della Casa, “Kansas Kid” e “Burma” para a Cremona Nova e sobretudo “Pecos Bill” para a Sepim, de Torelli.
Para o mesmo editor, assinou também as aventuras de um insólito super-herói italiano: Radar. Em seguida, Donatelli voltou a colaborar com Bonelli, como criador das capas do “Pequeno Ranger”: as suas capas para esse personagem, realizadas com técnica pictórica, merecem uma menção toda particular. “Essas ilustrações - conta Decio Canzio - realizadas com uma técnica mista de têmpera e aquarela, eram de grande sugestão e comunicavam ao leitor um senso de glória épica.”
De resto, como capista, Donatelli tinha uma longa experiência: a partir dos Romances Western dos anos cinqüenta (época em que assinava com o pseudônimo de Frank Donat), aos “Albi Salgari” até às capas para os livros juvenis da Mursia, da Cappelli, da Sonzogno, da Rizzoli e - no campo dos quadrinhos - às capas de “Gordon” e “Máscara Negra” da Editora Corno. E como ilustrador Donatelli era conhecido também fora dos confins da Itália: o periódico francês “Paris Jour” publicava seus desenhos em meia-tinta.
Na metade dos anos sessenta, Donatelli passou a fazer parte do staff de Zagor, personagem que continuou a desenhar até o dia de seu falecimento. Não foi por acaso. Zagor é um personagem criado por Guido Nolitta, aliás Sergio Bonelli, e Sergio era muito ligado a Donatelli. Pode-se compreender: nascido em 1932, Sergio o via desde garotinho trabalhar na redação com sua mãe e seu pai, e Franco tornara-se um da família.
Na metade dos anos sessenta, Donatelli passou a fazer parte do staff de Zagor, personagem que continuou a desenhar até o dia de seu falecimento. Não foi por acaso. Zagor é um personagem criado por Guido Nolitta, aliás Sergio Bonelli, e Sergio era muito ligado a Donatelli. Pode-se compreender: nascido em 1932, Sergio o via desde garotinho trabalhar na redação com sua mãe e seu pai, e Franco tornara-se um da família.
É natural que Bonelli tenha pensado nele no momento em que o seu personagem de maior sucesso passou do formato “cheque” para aquele gigante. A produção das tiras mensais aumentou enormemente e havia necessidade absoluta de alguém que se alternasse com Ferri. Antes disso, o titular da série já havia sido ajudado por Mario Cubbino e Enzo Chiomenti, mas sua colaboração não tinha dado os resultados esperados exatamente porque não tinham conseguido entrar em sintonia com o personagem, sempre particularmente indecifrável para quem quer escrevê-lo ou desenhá-lo sem “senti-lo”.
Franco Bignotti viera em socorro de Zagor realizando algumas tiras, mas havia outras séries das quais devia ocupar-se e ele só poderia ser utilizado como uma espécie de “coringa”. Donatelli estreou com a histórias “Os desertores” (Zagor italiano 37/38) e foi de imediato claro que não se afastaria mais da revista. O “seu” Zagor era um “verdadeiro” Zagor, embora diverso daquele de Ferri.
Desse momento em diante, as histórias de Donatelli se alternaram com aquelas de Ferri. Sendo veloz na execução pelo menos tanto quanto o titular da série, chegando a revelar-se como o autor mais prolífico depois dele. E com Ferri terminou por disputar (na nossa reconstrução crítica a posteriori, entenda-se bem) não apenas na quantidade de histórias, mas também na qualidade. “Donatelli - escreveu a esse propósito Stefano Priarone em ‘Dime Press’ - entrara perfeitamente no espírito zagoriano e o seu Chico competia na caracterização com aquele, mítico, de Ferri”.
Deve ser dito que no particularíssimo universo dos mais corajosos fãs do Espírito com a Machadinha, Ferri sempre foi (com razão) o desenhista mais amado, também porque foi o criador gráfico e é o capista da série. Ferri era absoluto e isso não se discute. Por isso, Donatelli sempre foi considerado de modo semelhante ao que o escada é no mundo cômico, ou aquilo que Carson representa ao lado de Tex Willer. Mas vocês imaginariam Águia da Noite sem o seu fiel Cabelos de Prata?
O particular traço de Donatelli rendeu graficamente algumas das mais belas histórias de Zagor. Quem não recorda, por exemplo, histórias memoráveis como “Mohican Jack”, “Liberdade ou Morte”, “Expedição Punitiva”, “Águas Misteriosas”? São aventuras ligadas ao imaginário zagoriano e provavelmente representam também o momento de máxima expressão artística do autor lombardo. E isso é particularmente verdade sobretudo pelas histórias escritas por Sergio Bonelli.
Deve ser dito que no particularíssimo universo dos mais corajosos fãs do Espírito com a Machadinha, Ferri sempre foi (com razão) o desenhista mais amado, também porque foi o criador gráfico e é o capista da série. Ferri era absoluto e isso não se discute. Por isso, Donatelli sempre foi considerado de modo semelhante ao que o escada é no mundo cômico, ou aquilo que Carson representa ao lado de Tex Willer. Mas vocês imaginariam Águia da Noite sem o seu fiel Cabelos de Prata?
O particular traço de Donatelli rendeu graficamente algumas das mais belas histórias de Zagor. Quem não recorda, por exemplo, histórias memoráveis como “Mohican Jack”, “Liberdade ou Morte”, “Expedição Punitiva”, “Águas Misteriosas”? São aventuras ligadas ao imaginário zagoriano e provavelmente representam também o momento de máxima expressão artística do autor lombardo. E isso é particularmente verdade sobretudo pelas histórias escritas por Sergio Bonelli.
Quando Bonelli-Nolitta abandonou as aventuras do Espírito com a Machadinha também a inspiração artística de Donatelli sentiu, e alguns episódios do período sucessivo parecem não tão inspirados quanto aqueles da golden age nolittiana: também conseguiu valorizar igualmente muitas das aventuras da gestão Toninelli, sustentando justamente nesse período uma “linha clara” todo pessoal, essencial nos desenhos e nos fundos, mas muito eficaz. O mesmo Toninelli declarou uma vez, no curso de uma entrevista: “Donatelli, no que me toca, é o desenhista que traduz melhor aquilo que escrevo, aquilo que me satisfaz mais. Relendo as revistas, ao lado da singulares tiras e vinhetas, reparo que as histórias desenhadas por ele fluem bem e são exatamente como as escrevi”.
E efetivamente Donatelli tinha essa capacidade de “unir” as idéias do roteirista, realizando do melhor modo o pensamento do autor dos textos. Uma grande capacidade era essa de compreender imediatamente aquilo que o roteirista quer fazer: uma capacidade que Donatelli demonstrava sempre, com cada autor com o qual trabalhava, e não somente com Toninelli.
E efetivamente Donatelli tinha essa capacidade de “unir” as idéias do roteirista, realizando do melhor modo o pensamento do autor dos textos. Uma grande capacidade era essa de compreender imediatamente aquilo que o roteirista quer fazer: uma capacidade que Donatelli demonstrava sempre, com cada autor com o qual trabalhava, e não somente com Toninelli.
Todavia, foi exatamente com o escritor senês que Donatelli trabalhou quase exclusivamente entre 1982 e 1991 (ao contrário de Ferri, que no mesmo período desenhou histórias escritas por Castelli, Capone e Sclavi). Quando Toninelli abandonou a Bonelli para dedicar-se a novas experiências no campo editorial, Donatelli continuou a desenhar aventuras zagorianas dos autores que substituíram aquele nos textos.
Entre estes, também este que lhes escreve. E justamente eu, que de Toninelli tinha colhido as declarações na entrevista citada acima, pude perceber quanto elas eram verdadeiras: Donatelli tinha efetivamente o dom de não trair nunca o texto, mas sim interpretá-lo, magicamente, justamente como o autor dos textos os tinha imaginado.
Eu o conheci pessoalmente e encontrei uma pessoa modesta, mas dotada de uma extrema cordialidade. Trabalhando com ele nos últimos cinco anos de sua vida, sofri com as notícias sobre seu estado de saúde, que alternava entre altos e baixos. Já uma vez tinha interrompido uma história por diversos meses por causa de uma grave doença, mas depois se recuperara e, ao contrário, tinha continuado com maior entusiasmo do que antes, embora com um ritmo de produção mais contido.
Realmente, voltara a desenhar nos níveis qualitativos dos seus melhores tempos, depois que por qualquer tempo havia temido por um retrocesso no seu tratamento. Quando morreu, em Milão, em 15 de novembro de 1995, com a idade de setenta anos, estava trabalhando ainda em uma história minha: sairá póstuma, completada por um outro desenhista. A Editora entendeu que deve publicar tudo até à última tira que Donatelli realizou para os seus leitores.
“Franco Donatelli, na minha opinião, era um artesão - disse Graziano Frediani - no sentido mais nobre e mais antigo da palavra. Desenhava sempre com modéstia e dedicação, mantendo um ritmo produtivo constante e sem nunca trair um standard qualitativo decididamente elevado”. Donatelli deixa, assim, um grande vazio, seja pela sua humanidade, seja pelo seu profissionalismo. Mas nos deixa também uma herança: as milhares de tiras que mostram a mágica Darkwood onde vivia e onde nos levava a viver com ele.
“Franco Donatelli, na minha opinião, era um artesão - disse Graziano Frediani - no sentido mais nobre e mais antigo da palavra. Desenhava sempre com modéstia e dedicação, mantendo um ritmo produtivo constante e sem nunca trair um standard qualitativo decididamente elevado”. Donatelli deixa, assim, um grande vazio, seja pela sua humanidade, seja pelo seu profissionalismo. Mas nos deixa também uma herança: as milhares de tiras que mostram a mágica Darkwood onde vivia e onde nos levava a viver com ele.
Texto traduzido por José Ricardo do Socorro Lima da página http://www.ubcfumetti.com/zg/frank.htm, com a colaboração especial de Moreno Burattini.
[1] Segundo Moreno Burattini, fac-totum significa um que consegue fazer um pouco de tudo. Provavelmente Donatelli não era apenas desenhista, mas também era letrista (escrevia o texto nos balões), ou colocava o título, ou coloria, ou apagava os traços a mais, ou criava as frases de apresentação e as que resumiam a aventura do número anterior, ou telefonava para a tipografia para saber sobre a impressão.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
Zagor em resina: novas fotos
Para dar mais água na boca dos zagorianos, o Blog do Zagor traz novas imagens da primeira estátua do Zagor produzida no Brasil.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Zagor 519 - O Sinal do Mal
Zagor n. 519 - mensal - Il segno del Male
Roteiro e argumento: Ade Capone
Desenhos: Gallieno Ferri
Capa: Gallieno Ferri
Um misterioso sonho faz que Zagor vá para um vilarejo índio situado na costa atlântica e contacte um jovem feiticeiro, que também teve visões de estranhos acontecimentos e angustiantes premonições. Inquietantes indícios parecem indicar que Stephan, o sacerdote do Mal derrotado pelo Espírito da Machadinha no passado, esteja procurando vingança.
Eis duas páginas da revista, capturadas do site da SBE:
Revista publicada em 02/10/08, na Itália.
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